VAI MINHA TRISTEZA.....

Sei que amanhã 
Quando eu morrer 
Os meus amigos vão dizer 
Que eu tinha um bom coração 
Alguns até hão de chorar 
E querer me homenagear 
Fazendo de ouro um violão 
Mas depois que o tempo passar 
Sei que ninguém vai se lembrar 
Que eu fui embora Por isso é que eu penso assim 
Se alguém quiser fazer por mim 
Que faça agora. 

Me dê as flores em vida 
O carinho, a mão amiga, 
Para aliviar meus dias. 
Depois que eu me chamar saudade 
Não preciso de vaidade 
Quero preces e nada mais.


 

1ª REFLEXÃO: O TRABALHO COM GÊNEROS TEXTUAIS


O trabalho com os diferentes gêneros textuais está contemplado nos diferentes livros didáticos e materiais pedagógicos utilizados pelos alunos. Deve ser abordado no período de revisão e ao longo do ano letivo. Mesmo que os alunos não dominem plenamente a leitura, precisam ter contato com diversos textos, em diferentes suportes, de forma a perceber, progressivamente, pela mediação do Professor, as suas características, os seus usos e funções sociais. Professor, as abordagens dos textos podem contemplar:

  • o estímulo à antecipação dos conteúdos do texto pelo título, pelas figuras, por outras características gráficas;
  • a verificação de informações explícitas por meio de indagações feitas pelo Professor aos alunos;
  • o incentivo aos alunos para realizarem inferências, a partir dos textos lidos;
  • o estímulo à criação de argumentos, pelos alunos, para as respostas e afirmações realizadas, a partir dos textos lidos. Nesse sentido, a indagação Por quê? precisa estar sempre presente durante as aulas.


POR QUE TRABALHAR COM GÊNEROS TEXTUAIS?

As práticas de linguagem são mediadas por instrumentos culturais e históricos, ou seja, por gêneros textuais. Se a escola investe no ensino dos gêneros estará facilitando, portanto, a apropriação dos usos da língua. Não é preciso criar uma espécie de graduação dos gêneros e começar a estabelecer uma hierarquia entre eles, determinando quais devem ser explorados em cada ano. A proposta do trabalho com gêneros pretende que esta progressão seja garantida por meio do aprofundamento dos objetivos didáticos. Assim, um mesmo gênero pode ser trabalhado em anos/ciclos/séries diferentes, mas com o passar dos anos essa abordagem deve ser cada vez mais complexa (aprendizagem em espiral).

ALFABETO DE RÓTULOS

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CANTINHO DA LEITURA DIFERENTE - TEXTOTECA


Os diferentes suportes textuais que circulam na sala de aula, podem ser envolvidos na organização da “textoteca”. Trata-se de um local ou um mural específico somente para fixar e deixar a disposição dos alunos, diferentes tipos de gêneros textuais (jornais, bula, revista, convites etc) de forma coletiva ou não, selecionando materiais que “sirvam para ler”, em diferentes ambientes.

  • Os textos avulsos disponíveis devem ser analisados e organizados pelos alunos, com a ajuda do educador, em caixas ou preferencialmente em pastas com classificador, de acordo com as características inerentes a cada um.   
  • O educador deve propor aos alunos que analisem os textos, buscando elementos e atributos de forma a classificá-los de acordo com a função da linguagem que predomina, como por exemplo, se servem principalmente para: informar, expressar sentimentos ou convencer alguém sobre algo. E de outra forma, poderão classificá-los de acordo com o tipo de estrutura da linguagem, ao que Kaufman e Rodrigues denominam de trama: “[…] diferentes maneiras de entrelaçar os fios, de tramá-los, de tecê-los, isto aos diversos modos de estruturar os recursos da língua para veicular as funções da linguagem.” (1995, p.16). 
  • O educador pode organizar fichas com perguntas que auxiliem os alunos a inferirem sobre o tipo de texto que estão analisando. 

EXEMPLO A – Texto 1: Encarte de supermercado Para que serve? Onde podemos encontrar? 

EXEMPLO B – Texto 2: Fábula O fato narrado pode acontecer de verdade? Por quê? Como sabemos que este texto apresenta uma história? 

  • Conforme o nível de ensino dos alunos ou da faixa etária, poderão ser feitas questões mais complexas tanto em relação ao conteúdo, no que se refere ao sentido dos textos, quanto às questões gramaticais pertinentes a cada tipo de texto como: uso de pontuação, tempo verbal da narrativa, uso de figuras de linguagem, etc.  A “textoteca” será um recurso simples e bastante oportuno ao trabalho de letramento, uma vez que o educador poderá solicitar que os alunos pesquisem os materiais escritos em seu acervo, quando houver necessidade de produzir algum tipo de texto específico, relativo a alguma atividade do projeto. 
  • A partir de pesquisa realizada na “textoteca”, o educador, preocupado com o letramento, poderá lançar mão de textos que contemplem uma estrutura própria dos textos científicos, tais como relatórios, definições e fichas de registros de observação. Partindo da análise da estrutura linguística destes textos, o educador orienta a produção dos textos que serão utilizados no desenvolvimento das atividades do projeto, sempre partindo dos modelos de escrita, tais quais elas se apresentam no cotidiano, na vida social. Para isso, o educador não deve se esquecer de planejar situações em que os alunos reflitam e se posicionem sobre o que estão estudando.

ORGANIZANDO A ROTINA NA SALA DE AULA

1. ATIVIDADES INICIAIS
 
-Acolhida: acolher é receber bem os alunos, proporcionar-lhes atividades prazerosas, criando um espaço em que eles possam se expressar, desenvolvendo sua autoconfiança.
-Hora da chamada: trabalho com os nomes, de forma significativa, utilizando diferentes atividades.
-Tempo cronológico: sequência das atividades diárias.
 
2. APRESENTAÇÃO E REVISÃO DA ATIVIDADE DE CASA 3. PRODUÇÃO DE TEXTO COLETIVA/ INDIVIDUAL
 
-Importante conversar com os alunos sobre o assunto a ser estudado. Deve utilizar diferentes materiais e procedimentos, verificando, primeiramente, se os alunos entenderam aquilo que foi apresentado. Caso não tenham entendido, devem ser realizadas outras atividades, para que o aluno possa interagir com o Professor.
-A produção de texto ― coletiva/individual ― é mais um espaço para desenvolver o trabalho com a linguagem oral e escrita.
 
4. ATIVIDADES DE SISTEMATIZAÇÃO: LEITURA/ESCRITA/ORTOGRAFIA
 
5. ATIVIDADE DE SISTEMATIZAÇÃO: MATEMÁTICA
 
6. ATIVIDADE DE SISTEMATIZAÇÃO: ARTICULAÇÃO COM AS DIFERENTES ÁREAS DO CONHECIMENTO
 
-São momentos de discussões, decisões, planejamento e sistematizações com todo o grupo. Realize atividades coletivas e/ ou individuais com os alunos: jogos, brincadeiras, atividades em pequenos grupos. Trabalhe com o “blocão”, organize murais sobre os temas discutidos. A articulação das atividades com as diferentes áreas do conhecimento proporciona, ao aluno, uma compreensão integrada do ensino.
 
7. RODA DE LEITURA – Utilizar este momento para promover o incentivo à leitura. Faça um cantinho de livros onde os alunos se sintam à vontade para ler e fazer novas descobertas.
 
8. ATIVIDADES PARA CASA – Oriente, diariamente, os alunos a guardarem o próprio material e a arrumar a sala para a saída. Fale sobre a importância da presença de cada criança na próxima aula.
 
9. RECUPERAÇÃO PARALELA
 
-Momento de trabalho individual e em pequenos grupos, de acordo com as necessidades de cada aluno, priorizando atividades de leitura e escrita. Há sempre, nas turmas, alunos em diferentes níveis de alfabetização.